Rádio Líder Gospel

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O valor da disciplina - 2ª parte


Falta de foco. A vida como uma nau sem norte. Dias sem sentido. Muitas idéias e nenhuma ação. Incapacidade para implementar decisões (desde a mais primária, como acordar cedo, até grandes passos, como cursar uma faculdade, ter o seu próprio negócio). Fique atento! Estes e outros tantos problemas podem ter uma única origem: falta de disciplina.

Disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra "discípulo", que significa "aquele que segue". Quem se disciplina torna-se um discípulo. E, o mais importante, é mais livre. A disciplina não aprisiona, pelo contrário, liberta você da pressão externa e do sofrimento que vem dos sonhos não realizados, das frustrações auto provocadas. Porque as pessoas disciplinadas vencem a si mesmas.

Já a indisciplina é a grande mãe do fracasso, o medo é o pai. Os indisciplinados são escravos dos seus próprios sentimentos, o que faz com que não tenham tempo para as coisas importantes da vida. Sem disciplina ninguém chegará a lugar algum. A pessoa pode ter um potencial enorme, mas sempre terá dificuldade de atingir seus objetivos.

Sem disciplina, você é governado por seus hábitos (algo que você faz regularmente, sem pensar) e por suas emoções.

A autodisciplina é a habilidade de aderir a ações, pensamentos e comportamentos que resultem em crescimento pessoal. É conseguir disciplinarmos a nós mesmos, sem influências exteriores. Fazer aquilo que tem de ser feito, independentemente de gostarmos ou não. A autodisciplina envolve atuar de acordo com o que você pensa em vez de como você se sente no momento. Frequentemente envolve sacrificar o prazer e a emoção do momento para alcançar seu objetivo. É a capacidade de se submeter às regras, opções e comportamentos escolhidos, mesmo diante das dificuldades.

Consequentemente é a autodisciplina que movimenta você a:

  • Trabalhar em uma idéia ou em um projeto após o entusiasmo inicial.
  • Ir à ginástica quando tudo que você quer fazer é deitar no sofá da sala e ver TV.
  • Acordar cedo.
  • Dizer “não” quando tentado a quebrar sua dieta.

Veja a lista de itens que levam à autodisciplina:

  • Responsabilidade: É o reconhecimento de que, para obter sucesso, você deve tomar decisões sobre suas prioridades, seu tempo, seus recursos.
  • Prioridades: Coloque o principal em seu lugar. Siga com as prioridades que você estabeleceu para si mesmo.
  • Concentração: Não deixe os outros ou outros interesses o distraírem de seus objetivos.
  • Desafio: Procure se desafiar constantemente.

A disciplina é uma qualidade comum às pessoas realizadoras e bem-sucedidas. Ela torna as pessoas livres, autoconfiantes, produtivas.

Disciplina se aprende. E, como um músculo, pode ser treinada. Veja como:

1 - Acabe com as desculpas: Seres humanos são especialistas em desculpas, e em encontrar bodes expiatórios. O fato de que a situação não está boa, ou fulano fez algo que o boicotou, não é razão suficiente para que você deixe de fazer todo o possível para ter sucesso e ser feliz. Lembre-se que cada vez que você atribui um dos seus problemas a uma instituição ou a uma pessoa, você abre mão de seu único poder: o poder sobre si mesmo. Algo ou alguém pode realmente ser a origem dos seus problemas, mas a solução deles só terá uma origem: você. Portanto, deixe de lado "eles" e o possível mal que lhe causam ou causaram. Pense em como você irá evoluir e vencer.

2 - Comece devagar: Nenhum campeão de halterofilismo começou levantando 200 quilos. Nem você vai se transformar no que quer ser e nem ser um exemplo de disciplina em um dia. Ter visão de coisas grandes é bom e necessário. Mas o sucesso é a soma de pequenos passos. Como um atleta em treinamento, você começará andando, depois andando depressa, depois correndo. Estabeleça metas modestas - manter seus papéis organizados, ou responder a todos os telefonemas que deve responder. Quando estiver bem treinado, exija mais de si. Como um músculo que se torna mais forte, a disciplina irá se tornar um hábito cada vez mais arraigado a cada vitória sobre si mesmo.

3 - Não há exceções: Uma vez que tenha estabelecido sua meta inicial de disciplina, não faça exceções. Quando começamos a fazer exceções, as exceções se tornam a nova regra. E o seu objetivo vai por água abaixo. Por isso que é preciso começar aos poucos, com coisas que você seja efetivamente capaz de fazer.

4 - Não se considere um mártir: O fato de você ter optado por ser uma pessoa disciplinada - e portanto, vencedora - não significa que você irá cumprir as tarefas a qual se impôs como se fosse uma cruz que carrega. A disciplina diária será apenas um hábito que incorporou para chegar a sua meta. Portanto, faça um favor a si e aos que vivem com você - faça também da alegria uma nova disciplina.

Após ter praticado a disciplina por um tempo, ocorre uma mudança de atitude permitindo que seu pensamento seja modificado. Você começa a estruturar sua vida e acaba não sendo mais conduzido por seus impulsos. Você faz as coisas porque sabe que são boas para sua saúde física, mental e espiritual. Você começa a escolher seus pensamentos, emoções e ações. Começa a ter mais controle de si mesma. Não se torna mais um processo forçado, mas sim natural. Você tem tudo a ganhar quando oferece o melhor de você.

Quem é disciplinado consegue manter os propósitos em situações adversas. Quando pensa em desistir, reforça as energias e trabalha mais ainda.

Assuma o controle de sua vida. Aprenda a ser independente, não espere nada de ninguém. Você é o único responsável por seu sucesso ou fracasso. Mantenha a serenidade, controle a ansiedade, não espere retorno da noite para o dia. O importante é ter a consciência de que você está no rumo certo.

Que fazer para aumentar sua disciplina:

  • Controle suas emoções: Controle seus impulsos, aja de acordo com seus propósitos, em vez de seguir suas emoções. Saiba fazer a coisa certa, no momento certo, mesmo quando gostaria de fazer justamente o contrário.
  • Saiba ficar em silêncio: Pense antes de falar. Lembre-se: tudo o que disser será usado a seu favor ou contra você.
  • Administre seu tempo: Planeje seus dias, siga seus planos, estabeleça prioridades.

A disciplina não se resume apenas à execução de tarefas. É uma postura, uma forma de estar no mundo. Tem a ver com caráter, cujos valores incluem integridade, responsabilidade, visão, capacidade de definir e realizar objetivos. É uma força moral que leva o indivíduo a fazer o que tem de ser feito, independentemente da própria vontade e da emoção. Você tem uma visão sobre o que pretende realizar, define o que precisa fazer para conseguir seu objetivo, assume o compromisso com sua causa e simplesmente faz. Isso é agir com disciplina.

Questionar-se por que determinadas tarefas são difíceis de serem implementadas é o primeiro passo para vencê-las. Descubra quais são as razões que impedem você de conquistar seus objetivos, onde se encontram as barreiras. Vá analisando uma a uma, parte por parte, até estabelecer uma nova visão para cada etapa. Vencidas estas barreiras, você terá a disciplina para fazer acontecer.

Se você tem o hábito de estar sempre reclamando que não tem tempo, que não consegue fazer, que você é assim mesmo e não consegue mudar... Pare de dar desculpas para si mesmo e para os outros, é a melhor maneira de começar. Enquanto você utilizar esses argumentos, mais longe estará de reverter a situação. Chega de desculpas, assuma que a tarefa é sua e é possível, e 50% do caminho já estará percorrido.

Use a sua força de vontade e mostre a você mesmo que você tem disciplina.

Nós somos fruto daquilo que pensamos, sentimos, praticamos, falamos, comemos, e assim por diante. Portanto, temos de aprender a nos dominarmos, termos controle de nós mesmos. São as nossas atitudes é que vão mostrar quem nós somos. Por isto, a disciplina é tão importante em nossas vidas. E você, se considera um discípulo?

Se eu sei o que devo fazer... Por que não faço?


Muitas vezes em nossas vidas sabemos exatamente como deveríamos agir ou nos comportar, e ainda assim nos sentimos incapazes de fazer o que deve ser feito.

Como se fios invisíveis nos amarrassem e aprisionassem, limitando nossos movimentos, só nos resta a sensação de impotência, um gosto amargo de frustração e a repetição de cenas já conhecidas que nos impedem de ir em direção à felicidade.

Como se fôssemos prisioneiros de nós mesmos, ficamos lá, paralisados, embora tudo em nós grite:

- Mova-se!

Quem já se sentiu assim sabe o quanto é difícil.

- Se sabemos que devemos nos mover, por que não seguimos adiante?

É a pergunta que não nos deixa dormir em paz.

É claro que se fôssemos seres puramente racionais, nada disso aconteceria. É facil resolver as coisas no campo da teoria e daquilo que é meramente racional:

- Esse relacionamento lhe faz mal? Então deixe-o e busque algo mais saudável... Parece simples não?

Mas o fato é que não somos só uma cabeça que pensa e analisa. Somos também seres emocionais, como se dentro de nós existisse um lago feito das mais diversas emoções. A nossa cabeça pensante é como uma pedra lá no meio do lago, muitas vezes parcialmente submersa, outras vezes totalmente coberta pelas emoções, a ponto de nem mesmo conseguirmos enxergá-la.

Lago das emoções

O lago das emoções começa a surgir muito cedo na vida, a partir de nossas primeiras interações com o mundo que nos cerca. Esse lago é formado por tudo o que sentimos, desde a infância até hoje. Assim, diferentemente do lado racional que se baseia em analisar a compreensão dos fatos, num entendimento lógico do mundo; o nosso lado emocional é feito de uma mistura confusa de sentimentos. Lá no seu lago está o que você sentiu quando alguém brigou com você pela primeira vez na vida, está o seu medo do escuro, a raiva do coleguinha que grudou chiclete no seu cabelo, a tristeza que sentiu quando seu gatinho morreu, a alegria de andar na sua bicicleta nova e tantos outros sentimentos. A partir desses sentimentos, sem se dar conta, você foi aprendendo a reagir ao mundo.

O saudável seria que razão e emoção conversassem entre si e que ambas tivessem espaço em nossas vidas, em nossas decisões. Mas se o lago transborda, se a sua razão se torna uma pedra submersa, lá no fundo, tão no fundo que você mal consegue ver... então a emoção se tornará a condutora de sua vida. E a sua emoção irá sempre pelo caminho já demarcado anteriormente. Como um rio, que segue sempre pelo leito escavado na terra, a água flui por onde já passou muitas vezes, instituindo a repetição como regra em nossas vidas. E assim ficamos lá, repetindo, repetindo, repetindo.

Para que você entenda de forma prática, imagine que quando criança você sempre tenha se sentido menosprezado por seus coleguinhas na escola. Você aprendeu lá atrás a sentir-se frágil, pequeno, indefeso e inferior. A sua emoção continuará fazendo com que você se "sinta" assim. Mesmo que hoje você tenha crescido, se tornado muito forte, capaz e mais poderoso do que qualquer um de seus ex-coleguinhas; se você se deixar guiar pela emoção, talvez evite entrar em situações de confronto, esperando perder, como acontecia no passado.

MEDO (BASEADO EM EXPERIÊNCIAS PASSADAS) + GENERALIZAÇÃO = PARALISIA

Em geral ficamos paralisados porque somos prisioneiros de um passado, de uma visão distorcida de nós mesmos que nega a verdade de nosso ser.

Ficamos paralisados porque sentimos medo. Pense por um instante:

- O que você teme?

Fora alguns medos que são inatos (presentes desde o nosso nascimento e que tem a função de preservar a nossa integridade física), a maioria de nossos medos relaciona-se às nossas experiências passadas (por exemplo, um dia você foi rejeitado ao tentar brincar com um grupo de coleguinhas, e a partir daí se retraiu e passou a temer se expor em relações sociais).

Nossas emoções tendem a generalizar indevidamente as experiências que vivemos. Assim, o medo somado às generalizações acabam nos aprisionando.

- "Um dia foi assim , logo... acontecerá assim novamente!"

Para sair dessa prisão precisamos correr o risco de testar a vida novamente. Precisamos perceber quando estamos tendendo a simplesmente "reagir" ao mundo, de acordo com uma emoção condicionada. Precisamos pensar, usar a razão para reavaliar a situação e correr o risco baseados na pessoa que somos HOJE, checar, acreditar que agora pode ser diferente do que foi lá atrás. Precisamos usar uma fé inteligente, racional!

É o seu racional que pode lhe ajudar a enxergar quem você é hoje. O seu racional poderá lhe fazer raciocinar, perceber que hoje você é um adulto bem diferente daquela criança que foi. O seu racional pode lhe mostrar fatos que comprovem sua capacidade e pode instigar você a testar o mundo com base no presente, e não no passado.

Assim, se você se encontra paralisado em alguma situação da sua vida, faça uma lista prática de todos os medos que consegue associar a essa questão, e depois, racionalmente, perceba se existem experiências passadas associadas a eles. Avalie se esses medos são reais ou são generalizações de experiências passadas. E enfrente-os! Comece pelos mais fáceis, até que vá se sentindo mais seguro e confiante.

Você é capaz de mudar sua vida. Não desista. Mova-se! Só depende de você!

Fonte adaptada: Patricia Gebrim (Psicóloga)